"A primeira aeronave conhecida no mundo a efectuar um voo foi baptizada de Passarola, e antecede 74 anos o famoso balão dos Montgolfier. A Passarola era um aeróstato, cujas características técnicas não são actualmente conhecidas na totalidade, inventado por Bartolomeu de Gusmão, padre e cientista português nascido no Brasil colónia, tendo voado no ano de 1709."

(in WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre)



Mostrar mensagens com a etiqueta Air Macau. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Air Macau. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Governo de Macau injecta 62 milhões de euros na companhia aérea do território

Os accionistas da Air Macau aprovaram hoje por unanimidade a injecção de 700 milhões de patacas (62,4 milhões de euros) pelo Governo, uma medida que abre caminho à renovação da frota e novos investimentos, disse o presidente da companhia.
"Eles [Governo] querem apoiar a Air Macau. Depois de um longo período de perdas, a companhia tem um longo caminho a percorrer, desde a renovação da frota, investimentos em infraestruturas e aplicação de sistemas de tecnologias de informação", afirmou aos jornalistas Zheng Yan, presidente do Conselho de Administração da transportadora de bandeira da Região.
No cargo desde Junho, o presidente da Air Macau admitiu que o reforço do capital da empresa "não é suficiente" para fazer face aos novos desafios que a companhia enfrenta, mas que "é um primeiro passo para sustentar e acelerar a mudança".
"A Air Macau tem de ganhar dinheiro e talvez conseguir um empréstimo para gradualmente renovar a frota. Vamos usar esta injecção de capital para começar o nosso desenvolvimento", afirmou, ao esclarecer que nos próximos anos não estão previstas novas injecções de capital na transportadora maioritariamente controlada pela Air China.
Com uma frota de 14 aviões, a Air Macau prevê começar a renovação com a substituição de dois A-321 actualmente alugados a outras companhias em 'wet lease'.
"A renovação da frota vai demorar algum tempo. O dinheiro vai também permitir elevar os serviços da companhia, como a pontualidade e condições de cabina", salientou Zheng Yan, ao frisar que entre os objectivos está a melhoria da imagem da companhia junto do mercado e passageiros.
Esta é a segunda reestruturação do capital social da Air Macau desde 2009, realizada na altura para impedir a falência da companhia de bandeira da Região.
Além de injectar 700 milhões de patacas (62,4 milhões de euros), o Governo de Macau reforça a posição de segundo acionista na Air Macau, ao aumentar de cinco para 21 por cento a sua participação na empresa.
Na reunião de hoje, os accionistas da transportadora aprovaram por unanimidade o aumento de capital da sociedade para 442 milhões de patacas (39,4 milhões de euros), reforço que será conseguido através da emissão de novas acções com o valor nominal unitário de 100 patacas (8,9 euros) e um prémio de emissão de 1.565 patacas (139 euros).
A Air China mantém a posição maioritária na Air Macau, mas os 80,6 por cento detidos (antes do aumento de capital hoje realizado) serão ajustados proporcionalmente ao novo investimento feito pelo Governo, o mesmo acontecendo à Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM), até agora com participação de 14 por cento, e aos outros pequenos accionistas.
Depois de anos de prejuízos, a Air Macau registou lucros de 231,8 milhões de patacas (20,6 milhões de euros) em 2010.
Embora sem avançar números, o presidente da Air Macau prevê resultados semelhantes ou um "ligeiro acréscimo" para 2011.

(Notícia distribuída pela agência Lusa)

sábado, 24 de setembro de 2011

Melhores perspectivas de movimento para o Aeroporto Internacional de Macau

A previsão é da consultora CAPA, que analisa a situação da infra-estrutura local no contexto da Ásia Pacífico. O antigo território português, que desde Dezembro de 1999 é uma Região Administrativa Especial (ERA) da China, estará a despertar o interesse das operadoras de baixo custo.
Há perspectivas melhoradas para o desempenho do Aeroporto Internacional de Macau durante o corrente ano, antecipa a consultora Centro de Aviação para a Ásia Pacífico (CAPA, na sigla inglesa) no seu último relatório, dando conta de um interesse renovado das transportadoras de baixo custo em terem operações na RAEM.
O documento, citado ontem pela Rádio Macau, dá o exemplo do grupo australiano Jetstar, subsidiário da Qantas, que estará interessado em ter no território uma plataforma de operações. A Jetstar Asia, tal como a Tiger Airways, realiza já ligações para Macau a partir de Singapura. A mesma rota é ainda operada pela companhia de bandeira local, a Air Macau.
O relatório da CAPA lembra que o movimento da infra-estrutura aeroportuária de Macau – cuja gestão possui desde este mês novos administradores, com a venda de parte dos capitais da ADA pela portuguesa ANA – tem vindo a decair desde 2007, atravessando “um período de impasse político, estratégico e operacional”.
Desde então, lembra a consultora, o aeroporto assistiu ao colapso de uma das suas duas transportadoras, a Viva Macau, que decretou falência em Abril de 2010 e perdeu o certificado de operações aéreas na sequência do incumprimento de compromissos comerciais, segundo justificou então a Autoridade de Aviação Civil local. A estrutura assistiu também “a uma considerável contracção no número de passageiros e volume de carga transportada”.
“No entanto, o interesse em Macau está a ser retomado, com a emergência de novas operadoras low cost na região norte da Ásia, nomeadamente no Japão e na Coreia do Sul”, destaca a CAPA, assinalando que o tráfego aéreo entre Continente e RAEM tem sido um motor para o aumento do movimento na infra-estrutura. “O grupo Jetstar identificou inclusivamente Macau como uma opção de potencial plataforma de operações”, revela o documento.
Com base nestes dados, a consultora prevê uma melhoria nas operações do aeroporto local. “No geral, espera-se que 2011 seja um ano de estabilização para Macau, à medida que a região começa a recuperar terreno perdido nos últimos anos”, antecipa. No entanto, as previsões são ainda de um crescimento “moderado” no futuro próximo.
Entre os aspectos destacados no relatório está um crescimento do movimento do aeroporto em Agosto, já pelo terceiro mês consecutivo, e após dez meses em queda de tráfego e o constante aumento do número de visitantes do território, que nos primeiros sete meses de Macau totalizaram 15,7 milhões.
Este ano o Aeroporto Internacional de Macau prevê movimentar 4,2 milhões de passageiros.

(Texto publicado no jornal ‘Ponto Final’ de Macau)